A Revolução Liberal Portuguesa em três tempos
DOI:
https://doi.org/10.48751/CAM-2026-25434Palavras-chave:
Abolição do Antigo Regime, Revoluções da Europa do Sul, Liberalismo, Constituições liberaisResumo
A Revolução Liberal Portuguesa fez-se em três tempos complementares. Em 1820, recuperou-se a independência política e lançaram-se as bases do sistema liberal sob a égide da Constituição de 1822. No segundo tempo da revolução liberal, em 1832-1834, foi abolida a estrutura jurídico-administrativa de Antigo Regime e abalada a sua estrutura social, sob a égide da Carta Constitucional. Seria de novo sob a égide da Constituição de 1822 que, no terceiro tempo da revolução liberal, se viriam a viabilizar os primeiros passos da recuperação da autonomia económica, em 1836-1837. Deram-se também os primeiros passos para constituir um novo espaço imperial em África, com a primeira lei de abolição do tráfico da escravatura de Sá da Bandeira. Estava concluído o percurso iniciado em 1820, de destruição da estrutura política e administrativa de Antigo Regime, abalando fortemente a sua base social e abrindo um novo horizonte.
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