Descolonizar e repensar a escrita da história de África nas suas relações com o Ocidente no século XXI
DOI:
https://doi.org/10.48751/CAM-2025-24427Palavras-chave:
Descolonialidade, Descolonização, Colonização, Nacionalização, ÁfricaResumo
Este estudo da escrita da história de África nas suas relações com o Ocidente tem uma dupla dimensão, do ponto de vista histórico e ontológico. O principal foco deste artigo consiste essencialmente na desconstrução científica dos estereótipos veiculados sobre a história de África pelos proponentes do discurso afro-pessimista, de forma a lançar um olhar plural sobre as realidades polissémicas do continente. A problemática deste trabalho assenta num tríptico: a escrita da história de África exige uma racionalização, uma nacionalização ou uma universalização do discurso? Desta questão surge uma hipótese fundamental: a história de África tem sido, desde há muito, uma disciplina dedicada às fontes escritas, e o estudo do seu passado permanece enviezado por interpretações parciais. O quadro teórico utilizado é o da desmarginalização, que afirma a primazia da procura de uma solução africana para o desenvolvimento do continente. Esta abordagem metodológica é, simultaneamente, heurística, hermenêutica, histórica e sociocrítica. Como resultado importante, repensar a escrita da história de África permite-nos ir além dos caminhos já percorridos por uma produção científica e intelectual esclerótica, rumo a uma abordagem capaz de romper fronteiras disciplinares e posicionar-se nas dinâmicas da globalização.
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