Para uma história das cozinhas económicas e sopas populares judaicas em Paris (1855-1938)
DOI:
https://doi.org/10.48751/CAM-2025-23417Palavras-chave:
Cozinha económica, História judaica, Filantropia, Israelitismo francês, ParisResumo
Este artigo analisa a história das cozinhas económicas judaicas em Paris. A primeira, inaugurada em 1855 pelo Consistoire no bairro de Marais, destinava-se a judeus pobres que, devido às leis alimentares judaicas (cashrout), não podiam frequentar as cozinhas económicas gerais da capital. A esta iniciativa seguiram-se outras duas: uma de natureza consistorial, no norte de Paris, e outra de caráter privado, fundada por A. Pereyra, destacado judeu português. O artigo examina a história destas três cozinhas judaicas em Paris, a sua organização, financiamento e público. Procura igualmente demonstrar como estes espaços constituem lugares privilegiados para a leitura da história dos judeus em França: foi neles que se manifestou a importância do modelo israelita, bem como a vontade de integração e a aspiração à igualdade por parte da minoria judaica. Em contraste, evidencia-se também o modelo promovido pelos judeus imigrantes. Por fim, o artigo sublinha a relevância das iniciativas filantrópicas enquanto forma de resistência ao antissemitismo.
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