Ciência e política na questão da água para o novo matadouro de Lisboa (meados do século XIX)
DOI:
https://doi.org/10.48751/CAM-2025-23416Palavras-chave:
Abastecimento de água, Carlos Ribeiro, Geologia, Higienismo, LisboaResumo
Este artigo evidencia, em particular, a determinante questão da disponibilidade de água nos locais apontados pela Câmara Municipal de Lisboa, em 1854, para a construção de um matadouro. De entre as consultas técnicas e científicas solicitadas pelas autoridades civis, pilares deste estudo, destaca-se a do engenheiro Carlos Ribeiro, que trouxe de forma inédita, para a esfera da decisão política, a informação recolhida nos seus pioneiros trabalhos hidrogeológicos. A consistência das observações permitiu-lhe recomendar o aproveitamento das águas das quintas da periferia oriental da cidade, abundantes e de boa qualidade, e desaconselhar a abertura de poços absorventes no terreno alternativo às Picoas, pelo risco de contaminação dos aquíferos subterrâneos. Por fim, entre discutidas razões de ordem científica e prática, a opção foi para o lugar mais central, abastecido pelo Aqueduto das Águas Livres, na controversa convicção de que este garantiria maior regularidade de abastecimento ao futuro matadouro.
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